Já não há mais tempo pra chorar, nem amargar a rotina Já não há mais ânimo pra sustentar esse sorriso amarelo Já não há mais nada que me faça ir, ou voltar Já não há mais nada, além da falta. (E eu que já não era mais poeta, voltei ao mundo, com a maquiagem derretida pelas lágrimas)
Escrito por Equilibrista às 23h19
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Quero tomar vinho em copos de requeijão E rir! Do nada... Rir da gente, do destino E nos seus braços me perder em amor EM AMOR
Escrito por Equilibrista às 20h44
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Quero me perder na beleza das tuas fotografias Em toda a tua sabedoria Quero ficar ali, só admirando Boquiaberta, sorrindo... Quero penetrar nesse teu coração ateu, um sonho meu E ser a esposa, a mãe, a amante, a filha, tua cria E quando a noite chegar ser sua SÓ SUA
Escrito por Equilibrista às 20h43
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Tenho cultivado a estranha mania de dizer a mim mesma que o amor não é pra mim. Não me são, também, as letras. Tenho perdido pontos e vírgulas, cometido erros grotescos, não só na gramática, como na vida. Ultimamente cultivo, também, o hábito de lembrar daquela menininha sonhadora, perdida entre pilhas de livros porque, antes perdida entre elas do que entregue a tudo o que a vida oferecia e que eu nunca me permiti tocar. Tocar. A vida é assim. Ou toca, ou não toca e ponto final. Ou beija e se entrega ao calor, ou fica do lado de fora, na vontade. Vontade. Qual será a minha próxima? São tantas! A que grita agora é "sossegar o coração". Não quero mais procurar! Tenho sentido uma preguiça imensa, uma vontade doida de me sentir confortável, parte do todo, TODA. E eu poderia ler, agora mesmo, a saga dos meus amores não correspondidos, em antigos diários. A saga de todas as coisas que estão por vir, desse amor reprimido, esse grito contido, esse samba no escuro, esse mais um pra quem eu escrevo aqui e que, assim como tantos outros, só me deixa cada vez mais vazia. Mas não! Beijarei, sentirei o calor, aquelas borboletas tão antigas... Onde foi mesmo que as vi?
Escrito por Equilibrista às 15h45
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E naquele exato momento ela desejou ardentemente Ter um passado para contar ao lado de alguém Ouvindo Metallica na vitrola
Escrito por Equilibrista às 20h40
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O ventre guarda a modernidade O futuro, O que está por vir. A dor, o pudor A falta, o resto, a sobra. O coração guarda o inconstante O afável, afeto, o ódio Desamparo. Chove. Aqui dentrou ou lá fora?
Escrito por Equilibrista às 21h06
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Existe um momento em que os abraços já não formam laços Esquece-se o que é o aconchego, o lar A concha acolhedora, vista de fora, não passa de pó. A cama macia, o banho quente O conhecido, o palpável Aquilo tudo que só existe na massa cinzenta No topo da inexistência
Escrito por Equilibrista às 01h31
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Eu poderia sentir o quão longe ou perto você está O quão longe meus pensamentos teimam em te buscar E quão doloroso é implorar para sentir-me completa sem, ao menos, nunca tê-lo conseguido Não sei escrever, tão pouco ver Não sei observar ou sentir E tudo aquilo que vivi não passou de sonhos cegos De impressões obscuras Ou ilusões ultrapassadas pela minha falta de senso Sinto falta de acreditar sentir De fingir que existe algo palpável à minha espera. Gostaria de viver, ardentemente, o presente Mas o futuro, que nunca chega, espera Corre, tatua linhas concretas em meu imaginário Tortuosas e tortuantes linhas Deixando rastros onde quer que estejam Cortando cada centímetro já rasgado de minha pele Dilacerando meu coração há tempos despedaçado
Tenho medo. E isso dói. Dói viajar por entre tantas estradas Sem ao menos nunca encontrar o fim delas Ou qualquer luz que possa me aquecer. Não existem mais verdades incontestáveis Com excessão do pavor O pavor presente por não ser onisciente ou onipresente Enquando vago, simplesmente Por lembranças que de tão ruins chegam a soar boas, Afáveis e amáveis como tudo aquilo que não veio a ser Que nunca concretizou-se Sinto-me sufocada É como se respirasse água e não ar É como se a cada segundo eu me afogasse Entre memórias, desilusões e o mais puro e concreto desespero Tentei algumas vezes implorar por uma visão futura Para poder ver o que me espera O que me aguarda e estar preparada, confiante Como um guerreiro ao ouvir soar o alarme Como um mago que espera o porvir serenemante Eu espero com pés e mãos atados Sentindo cada visão esvair-se em névoas Ao ver, pela primeira vez, meus pensamentos chegarem Eles decidiram partir em uma velocidade tão absurda Que jamais poderia dar-se ao luxo de medir, cronometrar É como se um labirinto ecoasse em minha massa cinzenta Como se os sons se distorcessem meu equilíbrio E a existência passando por meu sangue Já não permite mais que sinta-me atingida pelo pecado Já não posso mais existir fingindo viver Eu não posso mais.
Escrito por Equilibrista às 19h19
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Tenho sentido falta de você e daquele sorriso constante, registrado em fotos e guardados pra quem quiser ver e sentir.
Aquele jeito autoritário e tão cheio de certezas se perdeu em algum lugar? E aquela confiança, simpatia e graça?
Por que ultimamente somente os péssimos momentos vem à tona? E onde foram parar todos aqueles sonhos, estariam eles em alguma gaveta ou ficaram vagando pelo passado, jogados como aquilo tudo que você deseja esquecer?
Você nunca foi forte, bonita ou delicada. Nunca foi a mais engraçada, a mais desejada ou a mais querida. Você nunca foi sincera com você mesma, e chegamos ao ponto em que isso realmente dói. É como se a cada segundo uma nova e profunda ferida, que nunca cicatriza e deixa profundas marcas surgisse.
Ninguém vai seguir você, sentir sua falta ou dizer que tudo vai dar certo quando você estiver sozinha. E esse vazio você conhece muito bem. Seu desejo inverso é velho amigo, e você o tem ao seu lado sempre. (A banda é a mesma, pra todos os momentos, e você sabe disso, melhor do que ninguém)
Desejo que um dia você seja alguém.
Com amor,
Você.
Escrito por Equilibrista às 15h40
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Se pudesse pedir algo, neste exato momento, pediria para, novamente ser quem eu era.
Melhor do que isso, pediria pra ser outra pessoa, em alguns aspectos.
Exigiria de volta aquela pessoa em que todos confiavam cegamente, aquela que tomava a liderança, sem pensar nas consequências, aquela menininha que todos amavam e admiravam. "Que gracinha!" diziam alguns, ao ver toda aquela falsa sagacidade.
Certa vez eu perguntei se, alguma vez, eu realmente fui aquilo. Se realmente eu sou adorável, ou se esta era só uma das minhas máscaras, para esconder aquela menininha que tinha seus gestos limitados, devido ao simples fato de não ser a mais bonita, a mais feliz, a mais cheia de amigos...
Quantas vezes mais eu ainda sambarei no escuro? Ou desejarei apagar os anos obscuros da minha adolescência? Ou pedirei pra ser mais forte, decidida, cheia de graça?
Esta cara séria, triste, que esconde os problemas com sorrisos e piadas já é rotina. Esta obcessão em ser alguém, em trazer um pouco de orgulho, também...
Afinal, quem sou eu? A garotinha simpática, a menina tímida, a doida bêbada ou a mulher que não sabe o que procura? Por falar nisso... Beirando a casa dos vinte, tem sido difícil lidar com esta "maturidade". Parte de mim ainda deseja o colo de mãe, um mundo cheio de certezas, onde as decisões eram pertinentes aos meus pais e o mundo limitava-se ao dramas que eu criava entre bonecas.
Pergunto-me onde está ou esteve o aconchego quando, em um quarto vazio, rogo, ao que quer que seja, por uma solução. Onde estão meus amigos, minhas certezas, meus amores, minhas paixões?
Onde está quem era igual a mim, aquela quem me fez ver quem eu realmente poderia ser ou quem ria quando eu falava sério e dizia que tudo ficaria bem?
Onde estão as boas músicas? O meu walkman? As borboletas no estômago? Aqueles que eu tinha certeza que me completavam?
Onde estou? Quem sou? O que me pertence?
Eu espero um fim. Um abraço longo e terno.
Espero chegar em casa, em breve.
Escrito por Equilibrista às 23h46
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Eu continuo reclamando da sua maneira chata de dizer as coisas
Da cara feia que você teima em fazer quando discorda
Ou do jeito sério que você tem, quando é pra sorrir
Eu continuo reclamando da sua soberba
Do seu jeito de achar que sempre tem razão,
Explicação, resposta.
Do jeito que você coloca pontos finais
De como eu odeio descobrir que você não me pertence
Ou que eu te pertenço bem mais do que deveria.
Odeio acordar feliz quando sonho contigo
Ou pensar que você é o pai mais cabível aos meus filhos.
Odeio quando você me faz estremecer, ou o barulho estranho que faço quando te abraço
E aquela voz seca na garganta que pede você aqui, pra sempre
Ecoando, infinitamente...
Escrito por A Equilibrista às 01h03
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Aquele olhar pra trás
Com cara de passado que não volta mais
Aquela vontade de beijo
De abraço apertado
De perfume vagabundo
Do que não volta mais
Escrito por A Equilibrista às 21h13
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Tenho escrito, Tenho dito, Tenho pensado... São horas sobre inúmeros papéis Que tentam compreender (O que? Não se sabe...)
Livros aos montes E uma vida inteira por vir (Ou não)
São as coisas que escrevo sem saber Se são versos alexandrinos, brancos, pardos, puros... São versos de indignação Pelo amor não vivido Pela rima não proferida Por cada palavra que aprendo Pelo desejo dos seus lábios junto aos meus E daquele abraço de uma outra forma (pois, esta, escassa e fraterna já não basta)
Justamente nas vezes que minto No frio que sinto Nas idas e vindas pra aqueles lugares que a pouco eram desconhecidos. Você está presente. Nas conquistas, dúvidas, fracassos e sonhos.
Talvez você seja uma personificação De tudo aquilo que está por vir, De tudo o que desejo De tudo, tudo.
Escrito por A Equilibrista às 22h49
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O primeiro, o único.
Aquele pra quem a música seria "Close To You"
E que torna-se "I'm Like a Bird"
Pelo simples fato de ter que ser assim.
Tem que ser assim...
Tem que ser assim?
Escrito por A Equilibrista às 01h07
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"Viva todo o seu mundo Sinta toda a liberdade E quando a hora chegar: Volta! Que o nosso amor está acima das coisas desse mundo!"
Escrito por A Equilibrista às 23h11
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